CBF iguala salários e premiações entre seleções femininas e masculinas


Dia 2 de setembro de 2020 foi um dia histórico para o futebol feminino no Brasil. Além de Aline Pellegrino e Duda Luizelli terem se tornado as primeiras mulheres a assumirem cargos de gestão na Confederação Brasiliense de Futebol (CBF), a entidade anunciou a equiparação dos pagamentos de diárias e premiações feitos aos jogadores e às jogadoras das Seleções Brasileiras principais. A igualdade, consequência de reivindicação antiga, foi adotada durante a primeira convocação da Seleção Feminina de 2020, no Torneio Internacional da França, disputado como preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que acabaram suspenso para o ano seguinte devido à pandemia.


“Desde março deste ano, a CBF fez uma igualdade de valores em relação a prêmios e diárias entre o futebol masculino e feminino. Ou seja, as jogadoras ganham a mesma coisa que os jogadores durante as convocações. Aquilo que eles recebem por convocação diária, as mulheres também recebem. Aquilo que elas vão ganhar pela conquista ou por etapas das Olimpíadas ano que vem será o mesmo que os homens vão ter”, disse o presidente da entidade, Rogério Caboclo.

As conquistas de agora são fruto de muitas mãos. Em 2019, a visibilidade alcançada durante a Copa do Mundo da França foi um dos marcos que colaboraram para o crescimento da modalidade, inclusive no Brasil. Um dos reflexos no país foi a contratação da técnica bicampeã olímpica Pia Sundhage, em 22 de julho daquele ano, sendo a segunda mulher a comandar a Seleção Brasileira feminina principal, após Emily Lima, que sofreu tratamento polêmico na passagem pelo cargo — teve até debandada de atletas da equipe em protesto à saída dela, como uma forma de reivindicar igualdade de gênero na CBF. A treinadora estrangeira Pia depois contou com a contratação da auxiliar-técnica 

Lilie Persson, também sueca.


Para a próxima edição do Mundial, marcado para ser disputado na Austrália e na Nova Zelândia, em 2023, as perspectivas são mais igualitárias. “Aquilo que os homens receberão na próxima Copa do Mundo será proporcionalmente igual ao que é proposto pela FIFA. Não há mais diferença de gênero, pois a CBF está tratando de forma igual homens e mulheres”, disse Rogério Caboclo.


A representatividade da chegada de uma técnica de renome internacional na Seleção Feminina abriu portas para que outros profissionais capacitados e com experiência na modalidade ganhassem espaço na CBF. Nas categorias de base da seleção feminina, o técnico Jonas Urias foi contratado com a auxiliar Jéssica Lima para trabalharem na equipe sub-20. Outros reforços para a comissão técnica responsável pelo desenvolvimento dos jovens talentos do Brasil foram a chegada da treinadora Simone Jatobá, da auxiliar Lindsay Camila e da preparadora de goleiras Marisa Wahlbrink, a Maravilha, ex-camisa 1 do Brasil, para a seleção sub-17.

 
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