Cheiro a peixe, queimado ou enxofre. O problema que está a afetar doentes com sintomas prolongados

Depois da perda de olfato e paladar, uma nova complicação. A "parosmia" parece afetar sobretudo jovens e profissionais de saúde, que sofrem de uma alteração dos cheiros devido a um choque nos nervos do nariz




Cheiro a peixe ou a queimado quando não há nem comida, fumo nem nada que se pareça à volta? O problema é real, está identificado e é um dos sintomas que alguns pacientes que já tiveram Covid-19 - e que já ultrapassaram o período da infeção - têm vindo a registar.

Não é um sintoma particularmente conhecido, mas existe e chama-se “parosmia”, consistindo num fenómeno de “perversão do olfato”. Como noticia a Sky News, no caso de doentes Covid, parece registar-se não durante o período normal da infeção, nas primeiras semanas depois de se contactar com o vírus, mas em casos em que os doentes mantêm sintomas durante semanas ou até meses a fio.


Se nos casos de Covid tem sido muito referido o sintoma da perda de olfato e de paladar, esta variação também vai sendo registada, naquilo a que a Sky apelida de “casos de Covid longa”, por vários pacientes, sobretudo entre doentes mais jovens e profissionais de Saúde.


O cirurgião especialista em operar nariz, boca e garganta Nirmal Kumar, que falou à agência britânica PA, e que foi um dos primeiros nomes a notar o sintoma da perda de olfato e paladar, explica que nestes casos o vírus está a afetar os nervos que se encontram “no topo do nariz”, fazendo com que as pessoas sintam “o cheiro a peixe em vez de outro cheiro qualquer, ou o cheiro a queimado quando não há fumo à volta”, relata. Outros pacientes dizem sentir cheiros muito doces ou, por outro lado, cheiro a enxofre.


Também a BBC relatava, há poucos dias, os casos de pacientes que foram infectados há meses mas continuam a registar problemas com estes sentidos, que não voltaram ao normal, dando conta da forma como isto estaria a afetar as festividades. Uma mulher de 25 anos, Jess Boyes, comparava alguns dos seus odores natalícios favoritos a “cheiro a cão molhado”, agora que sofre de parosmia. Na mesma situação, Kate McHenry dizia estar a planear comer “esparguete e pão” no Natal, uma vez que o frango lhe cheira a “enxofre” e o gin tónico tem um “odor doentio”.


O problema estará já a afetar muitos dos doentes que pensavam ter conseguido ultrapassar os sintomas da doença, tendo sido criados grupos de apoio no Facebook com conselhos para os ajudar a passar a quadra natalícia. A Sky cita a recomendação da Charity Abscent, que tenta apoiar estes pacientes, e que fala num “treino de cheiros”, que implica cheirar odores como os de rosas e limões todos os dias para tentar recuperar este sentido.

 
design real.png
Cópia_de_segurança_de_design real.png

Fresh

MARKET

Navegue pela web
logo real certo.png
  • Facebook - círculo cinza
  • Twitter - círculo cinza
  • YouTube - círculo cinza
  • Grey Instagram Ícone

REVISTA REAL NOTÍCIAS - AV. HENRIQUE LOTTE , 50 - BARRA DA TIJUCA - RJ - BRASIL - SITE DESENVOLVIDO POR CARLOS DE MELLO MARQUES - 00029291712