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Cientistas defendem freio nas pesquisas de inteligência artificial

Apesar do potencial transformador para a sociedade, inclusive na medicina e na saúde pública, certos tipos e aplicações de IA "representam uma ameaça existencial para a humanidade"


Nas últimas semanas, estudos relataram avanços fascinantes e, ao mesmo tempo, assustadores da inteligência artificial (IA), como um dispositivo capaz de decodificar pensamentos. Em um artigo publicado ontem na revista BMJ Saúde Global, um grupo internacional de médicos e especialistas em saúde pública pede uma moratória na pesquisa dessa tecnologia, até que seu desenvolvimento e uso sejam devidamente regulamentados.


Apesar do potencial transformador para a sociedade, inclusive na medicina e na saúde pública, certos tipos e aplicações de IA "representam uma ameaça existencial para a humanidade", alertam os signatários. Eles destacam três conjuntos de riscos associados ao uso indevido da tecnologia e o fracasso em antecipar, adaptar e regular os impactos transformacionais da IA na sociedade.


A primeira vem da capacidade da IA de limpar, organizar e analisar rapidamente conjuntos de dados maciços que consistem em informações pessoais, incluindo imagens. Isso pode ser usado para manipular o comportamento e subverter a democracia, explicam os autores, citando eleições quenianas (2013 e 2017), e os pleitos presidenciais norte-americanos (2016) e franceses (2017).


O segundo conjunto de ameaças diz respeito ao desenvolvimento de Sistemas de Armas Autônomas Letais (LAWS), capazes de localizar, selecionar e atacar alvos humanos sem a necessidade de supervisão humana. Eles podem ser anexados a pequenos dispositivos móveis, como drones, e produzidos em massa de forma barata, facilmente configurados para matar em escala industrial.



Empregos


Por fim, os autores destacam a perda de empregos que acompanhará a implantação generalizada da tecnologia de IA, com estimativas variando de dezenas a centenas de milhões na próxima década. "Embora haja muitos benefícios em acabar com o trabalho repetitivo, perigoso e desagradável, já sabemos que o desemprego está fortemente associado a resultados e comportamentos adversos à saúde", apontam.


"Agora estamos tentando criar máquinas que são muito mais inteligentes e poderosas do que nós. O potencial de tais máquinas aplicarem essa inteligência e poder deliberadamente ou não, de maneiras que possam ferir ou subjugar humanos, é real e deve ser considerado", escreveram. "Se a IA cumprir sua promessa de beneficiar a humanidade e a sociedade, devemos proteger a democracia, fortalecer nossas instituições de interesse público e diluir o poder para que haja freios e contrapesos efetivos", reforçaram.


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