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Conheça o Castor, um robô que ajuda no tratamento de crianças com autismo


O Castor é um robô que promete ajudar na reabilitação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Robô Castor, como ficou conhecido o projeto facilita a leitura de expressões faciais e ajuda no desenvolvimento da socialização de crianças com autismo.


Ele dá abraços e permite que crianças com TEA tenham facilidade na leitura das expressões faciais.

“Tivemos um engajamento em terapias de longo prazo, onde aconteceram cenas surpreendentes, como as primeiras palavras de um dos participantes”, contou Maria Fernanda, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Ufes (PPGEE) e pesquisadora no Castor.


A terapia


Maria Fernanda contou que o projeto pode ser muito útil em terapias com crianças com TEA.

“A capacidade do Robô Castor pode influenciar habilidades sociais de crianças com TEA. A adição do robô às terapias tradicionais também foi estudada, onde foi encontrada uma melhoria na especialidade de terapia ocupacional e adaptabilidade do Castor às necessidades de crianças não-verbais e sensíveis a audição”, disse.


Testes bem sucedidos


A fase de testes começou e os primeiros resultados são bem-sucedidos.

A iniciativa Castor é um projeto de robótica social, área que tem por finalidade a criação de dispositivos para interação entre máquinas e humanos. A proposta nasceu de uma iniciativa comum da Universidade da Colômbia com parceiros espalhados pelo mundo inclusive o Brasil.



A tecnologia, que no Brasil está sendo desenvolvida por meio de uma parceria entre Laboratório de Telecomunicações da Universidade Federal da Ufes (LabTel) e o Centro de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento do Espírito Santo (CPID), já foi testado na Colômbia e no Chile, e apresentou resultados muito positivos!


Como funciona o robô


O robô Castor é equipado com um mini computador, que o permite controlar diversos comandos, como movimentação dos braços e pescoço. Além disso, os olhos do Castor são simulados por um display LCD que permite reproduzir várias expressões faciais.


“Para crianças com autismo isso é muito importante, porque o robô vai simplificar expressões faciais, algo que elas têm dificuldade de entender”, disse Camilo Díaz, professor do PPGE e pesquisador no LabTel.

O Castor possui tecnologia Compliant Soft Robotics, que busca dispositivos mais elásticos e não tão rígidos, permitindo que o Castor simule uma maior elasticidade e mobilidade humana.



Baixo Custo


Um dos grandes diferenciais do Castor é o seu custo de produção. Feito com impressão 3D e alguns motores, o projeto possui um preço bem acessível, próximo de R$ 7500. Pode assistir, mas quando comparada com concorrentes já comercializados no mercado, não é isso tudo.

O robô Now, também usado em terapias TEA, pode chegar a custar até R$ 65 mil! O castor, além de ter um baixo custo, também possui código Open Source, ou seja, pode ser distribuído gratuitamente, apenas com os custos de produção.


Parcerias internacionais


Por se tratar de um projeto em código aberto, o Castor envolve diferentes universidades, mas o desenvolvimento inicial veio da Escola Colombiana de Engenharia Garavito, em um acordo com a Universidade Del Rosário.

Os primeiros resultados do robô foram apresentados no artigo “An Open-Source Social Robot Based On Compliant Soft Robotics for Therapy with Children with ASD”, dos professores Marcela Múnera e Carlos Cifuentes, da University of the West of England Bristol (UWE).


Marcela e Carlos são os “pais” do Castor e criaram o projeto pensando em desenvolver algo no campo da robótica social voltado para crianças.


Queríamos construir algo que fosse difícil de quebrar e fácil de consertar, quando pensamos no Castor tivemos esse sonho de deixar essa tecnologia de fácil acesso para as pessoas, por isso o open-source. Não gosto de pensar em uma tecnologia cheia de patentes e o código aberto facilitou muito os testes em diferentes países, o que trouxe resultados muito positivos”, explicou Múnera.


Agências de fomento


O Castor tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisa também foi financiada pela Royal Academy of Engineering e pelo Departamento de Administração de Ciência e Tecnologia.

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