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Consumo moderado de álcool é suficiente para agravar insuficiência cardíaca

Estudo apontou que consumo, mesmo que moderado, de álcool pode aumentar o risco de desenvolver insuficiência cardíaca em que tem predisposição


Um estudo apresentado no Heart Failure 2022, congresso científico da Sociedade Europeia de Cardiologia, mostrou que níveis de álcool, que atualmente são considerados seguros, estão ligados ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca.


O estudo incluiu 744 adultos com mais de 40 anos de idade em risco de desenvolver insuficiência cardíaca devido a fatores de risco (por exemplo, pressão alta, diabetes, obesidade) ou com insuficiência cardíaca pré (fatores de risco e anormalidades cardíacas, mas sem sintomas). O estudo usou a definição irlandesa de uma bebida padrão (ou seja, uma unidade), que é 10 gramas de álcool.


Os participantes foram divididos em quatro categorias de acordo com o consumo semanal de álcool: 1) nenhum; 2) baixa (menos de sete unidades; até uma garrafa de 750ml de vinho 12,5% ou três latas e meia de 500ml de cerveja 4,5%); 3) moderado (7-14 unidades; até duas garrafas de vinho 12,5% ou sete latas de 500mL de cerveja 4,5%); 4) alta (acima de 14 unidades; mais de duas garrafas de vinho 12,5% ou sete latas de 500 ml de cerveja 4,5%).



Os pesquisadores analisaram os participantes em uma média de cinco anos. Um total de 201 (27%) pacientes relataram não fazer uso de álcool, enquanto 356 (48%) eram usuários baixos e 187 (25%) tinham ingestão moderada ou alta.

No grupo que já tinha pré-insuficiência cardíaca, a ingestão moderada ou alta álcool aumentou o risco de quatro a cinco vezes de piora da saúde do coração. No grupo de risco, não houve associação entre uso moderado ou alto de álcool com progressão para pré-insuficiência cardíaca ou insuficiência cardíaca sintomática.


A baixa ingestão também não mostrou mudanças significativas. Por isso, os pesquisadores concluem que beber mais do que 70g de álcool por semana pode agravar tendências de doenças cardíacas.



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Europa tem a maior proporção no mundo de problemas de saúde totais e morte prematura devido ao álcool. A região é a que mais consome bebidas alcoólicas do mundo, com mais de um quinto da população europeia com 15 anos ou mais relatando um consumo de cinco ou mais bebidas por vez, ou 60g de álcool, pelo menos uma vez por semana.