Datas do Enem reforçam distanciamento do MEC com estudantes, avalia pesquisador

Atualizado: Ago 3

Para Ocimar Alavarse, calendário do exame foi definido pelos interesses de universidades privadas e secretários de educação com o ano letivo

As datas anunciadas pelo Ministério da Educação e Inep para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não agradaram grande parte dos estudantes do País.



O novo calendário do exame desconsiderou o resultado de uma enquete, proposta pelo próprio MEC, em que os alunos apontaram qual seria o melhor período para a realização do exame.

49,7% preferiam fazer a prova em maio de 2021; 35,3%, em janeiro de 2021 e 15%, em dezembro de 2020. Mesmo diante o resultado, a prova foi marcada para os dias 17 e 24 de janeiro, na versão impressa; e para os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro na versão digital.


A polêmica é mais uma “de ordem política” que recai sobre a pasta da Educação, na avaliação do doutor em Educação e especialista em avaliações educacionais, Ocimar Munhoz Alavarse.


“O governo se propôs a uma espécie de consulta com caráter de plebiscito mas, ao final, mostra que outros agentes definiram essas datas, independentemente dos respondentes”, avalia.


“As datas foram definidas pelas universidades privadas e estaduais e pelos secretário de educação que já têm como pétreo o início do ano letivo do Ensino Superior em março de 2021. E para que isso aconteça, é plausível que se tenham os alunos selecionados em meados de janeiro”, explica.


Para justificar a decisão, representantes do MEC e Inep utilizaram a soma dos estudantes que não escolheram maio como o período adequado, o que dá 50,3%. Ainda assim, Alavarse não compreende o raciocínio. “Se fosse para fazer valer uma média entre os estudantes que o exame fosse feito em março, por exemplo”, observa.


 
Navegue pela web
logo real certo.png
  • Facebook - círculo cinza
  • Twitter - círculo cinza
  • YouTube - círculo cinza
  • Grey Instagram Ícone