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Médico canadense inseminou uma centena de mulheres com seu próprio esperma

Norman Barwin, especialista em fertilidade, foi condenado por usar o próprio sêmen em pelo menos 17 casos. A Justiça do Canadá exige 10 milhões de dólares em indenizações aos afetados


Esta semana um tribunal da província de Ontário autorizou um acordo de reparação de 13,3 milhões de dólares canadenses (60,8 milhões de reais) para as vítimas do médico. Baldwin inseminou com sucesso uma centena de mulheres com esperma não selecionado pelos pais. Em pelo menos 17 casos usou seu próprio semem para fertilizar as mulheres.


No Canadá, Rebecca Dixon e seus pais foram os primeiros a moverem a ação. Em 2016, ficaram sabendo por um exame de DNA que o médico era o pai biológico de Rebecca, por isso decidiram bater às portas da Justiça. Em julho passado, os advogados das vítimas e de Barwin chegaram a um acordo, mas o documento ainda precisava do aval do tribunal de Ontário.




O juiz MacLeod disse que o acordo “é o melhor para todos”. Entretanto, salientou a dor das famílias “que suportaram o impacto, o trauma e a sensação de traição ao descobrirem que sua herança genética ou a de seus filhos foi tergiversada e alterada”. Até o momento, 244 nomes aparecem na lista de pessoas a serem indenizadas. Mas o número ainda pode crescer, porque o juiz concedeu um prazo adicional de 120 dias para que outros indivíduos demonstrem que foram vítimas de Barwin.


Norman Barwin tem atualmente 82 anos de idade. O conselho provincial de medicina cassou sua licença profissional em 2019, numa decisão que foi criticada por ser tardia demais. Barwin renunciou à Ordem do Canadá em 2013, pois já naquela época pairavam suspeitas sobre práticas indevidas em sua clínica.

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