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'Moro não pode ser descartado ainda', avalia cientista político sobre eleições

Atualizado: Abr 2

Analistas apontam que, no xadrez político para 2022, ele continua sendo uma peça, mas está em uma encruzilhada

Mais um episódio, na última semana, colocou o ex-juiz Sergio Moro no centro do debate sobre o futuro político do personagem central da Lava-Jato, a maior operação no âmbito do combate à corrupção no Brasil. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a parcialidade do ex-magistrado na condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex em Guarujá (SP). A decisão desgastou ainda mais a imagem construída por Moro durante a força-tarefa. Analistas apontam que, no xadrez político para 2022, ele continua sendo uma peça, mas está em uma encruzilhada.


Isso porque, de um lado, tem a opção de pular de cabeça na política e buscar defender seu legado. De outro, pode continuar atuando na iniciativa privada e se manifestar em notas, como tem feito, sempre que alguma decisão atinge a imagem de luta anticorrupção — postura esta que se deteriorou, em especial nos últimos dois anos, seja por decisões judiciais, seja por escolhas pessoais. A primeira delas foi a própria saída da magistratura para atuar em um governo opositor àquele que Moro ajudou a condenar.

Depois, pediu exoneração do cargo de ministro da Justiça, acusando o presidente Jair Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal, o que o fez ganhar inimigos e críticos no bolsonarismo. Por fim, foi contratado como diretor de investigações de uma empresa de consultoria americana que representa a Odebrecht, um dos alvos da Lava-Jato.


Assim, Moro, outrora defendido por vários personagens na política que queriam vender a imagem de anticorrupção, hoje tem uma rede de apoio reduzida, como explica o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo. O ex-juiz não é aceito por partidos de esquerda, de centro nem em muitos de direita. “Acho que só o Podemos continua sendo um partido que sinaliza para o Moro, mas não sei se com a mesma convicção. Ele continua popular, isso é inegável, aparece bem em todas as pesquisas, mas não tão bem quanto antes”, afirma.

Segundo o professor, se a imagem de Moro já estava esgotada no âmbito político, a nova decisão do Supremo ajudou a drená-la mais, mas, desta vez, no âmbito do prestígio na sociedade. Tudo isso mostra que o ex-juiz teria dificuldade de se movimentar, caso decidisse lançar candidatura para presidente ou vice-presidente em 2022. “Antes de ele ir para o governo, era recebido em qualquer lugar. Hoje, experimenta um processo de isolamento”, diz Teixeira.

 
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