Mudanças no mercado imobiliário, após isolamento social

Com mais tempo em casa e a adaptação do trabalho para o modelo remoto, algumas características se tornaram necessidades na escolha da unidade habitacional


A pandemia do novo coronavírus mudou a realidade das pessoas em todo o mundo, tanto na vida pessoal, como profissional. Considerado uma medida eficaz contra a disseminação do vírus, o isolamento social trouxe novos hábitos para a rotina diária dos indivíduos, como passar mais tempo em casa e menos ou nenhum período no local de trabalho.


Novos costumes geram novas tendências e isto já está sendo observado no setor imobiliário, aponta uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Empresas de compra, venda e locação de imóveis (Secovi). 


Há um movimento crescente na busca por casas e loteamentos, principalmente devido à necessidade cada vez maior das pessoas de terem posse de espaços maiores, bem como de locais capazes de serem catalisadores e formadores de bem-estar


Isso porque, em meio à pandemia, houve uma mudança nos aspectos considerados essenciais em uma moradia. Se antes, as pessoas tinham menos tempo dentro de caso e, por isso, procuravam por locais mais práticos, funcionais e de baixo custo, hoje, com o isolamento social, migrou-se para uma busca por comodidade e bem-estar, o tornando um espaço de convívio e não de apenas moradia. 

“O produto que precisa ser oferecido atualmente é aquele que vai entregar conforto, um pouco mais de espaço, estruturas para o home office e meios de que a relação familiar seja mais próxima, como áreas comuns”.


Antes, era comum e aceitável que fossem entregues prédios com características aquém, no que diz respeito a espaço, mas com um local comum que ‘enchia os olhos’, como as áreas de lazer, por exemplo. Mas, hoje, não se pode ter acesso a esse tipo de compartilhamento com naturalidade. Então, os apartamentos vão ter que sofrer adequações, ser um pouco maiores e oferecer salas, varandas e locais de trabalho dentro do apartamento em si. 

Ainda, que mesmo com a crise financeira, em função da pandemia causada pelo novo coronavírus, não há perspectiva de queda nos preços de casas, loteamentos e unidades habitacionais, justificando-se pela demanda constante

O Brasil tem um déficit habitacional histórico e recorrente próximo de 7 milhões de moradias. E a realidade é que nem a maior consultora do país consegue entregar 10% do que representa esse déficit no ano. Então, há e continuará a ter um movimento grande na busca por moradia, ou seja, a demanda é contínua, sendo, neste momento, superaquecida pela necessidade de determinadas tipologias.


Diferentemente do setor habitacional, os imóveis comerciais tendem a sofrer quedas de preço, já que, devido ao isolamento social, algumas formas de empreendimento foram repensadas e alteradas para modelos virtuais e em home office. Portanto, a procura por esse tipo de estabelecimento teve queda, resultando em uma oferta com custos mais baixos. 



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