Pobreza extrema beira 80% na Venezuela

Atualizado: Ago 3

A mais recente pesquisa sobre condições de vida dos venezuelanos, o mais amplo levantamento desde que o Governo parou de publicar estatísticas, confirma o desastre econômico no país


A Venezuela deixou de ser um país com parâmetros de padrão de vida na América do Sul. O nível de pobreza que alcançou nos últimos anos, e que continuou crescendo entre 2019 e 2020, situa a nação petrolífera em uma escala de países como da América Central, Caribe e África


“A Venezuela nunca teve níveis de pobreza como os que vemos, nem no século XX nem no século XXI, por isso precisamos sair do contexto latino-americano e mais claramente do sul-americano para colocar em perspectiva onde estamos”, diz o sociólogo Luis Pedro España, pesquisador da Universidade Católica Andrés Bello, que lidera o estudo. De acordo com a renda, 96% da população venezuelana é pobre, e 79% desse total está em extrema pobreza, o que significa que a renda recebida é insuficiente para cobrir a cesta de alimentos. Que a pobreza extrema seja maior que a pobreza não extrema é uma característica registrada no país nos últimos três anos de hiperinflação e que, na opinião dos pesquisadores, resulta da queda de 70% no PIB entre 2013 e 2019 “Em geral, somos todos pobres, não há mais riqueza para distribuir ou bem-estar do qual desfrutar”, observa España.


A Venezuela passou a ter condições mais típicas dos países da América Central, Caribe e África em termos de pobreza e desnutrição. Quando se juntam as variáveis de instabilidade política, PIB e pobreza extrema, a Venezuela aparece em segundo lugar de uma lista de 12 países ―que tem a Nigéria no topo e o Irã no final―, seguida do Chade, Congo e Zimbábue.

 
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