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Polícia investiga mulheres que teriam fingido ter câncer para receber doações

Um dos casos aconteceu em Morrinhos e o outro em Pirenópolis, município goiano à 150 km de Brasília



A Polícia Civil de Goiás investiga dois casos de mulheres que, supostamente, teriam fingido ter câncer para conseguir doações e vantagens pecuniárias das vítimas, dizendo ser para financiar seus tratamentos. Um dos casos aconteceu em Morrinhos e o outro em Pirenópolis, municípios de Goiás. A prática consiste no crime de estelionato.


Em depoimento, Camila afirmou que descobriu seu câncer de mama, já com metástase no intestino e pulmão, quando pegou dengue, no início de 2022 e iniciou o tratamento da doença no Hospital Araújo Jorge, local onde realizou sete sessões de quimioterapia, mas por volta de outubro, o hospital havia perdido seu prontuário médico e encerrado o tratamento.


De acordo com a delegacia de Morrinhos, diversas vítimas relataram que ajudaram a investigada financeiramente, incluindo a realização de campanhas e rifas para arrecadação de dinheiro, como forma de auxiliá-la no tratamento.



O Hospital Araújo Jorge, à delegacia, informou que Camilla Barbosa nunca foi paciente naquele hospital. No entanto, funcionários relataram que flagraram a mulher diversas vezes fazendo fotos no local, inclusive em uma maca no setor de quimioterapia, utilizando um cartão de identificação interno do centro de saúde, em nome de terceiros.


Na casa de Camilla a polícia encontrou diversos documentos e exames, mas em nenhum deles comprovam que ela tinha a doença. Como a própria investigada afirmou não possuir qualquer exame/laudo médico que afirme o diagnóstico, a polícia concluiu a investigação e indiciou a mulher. O caso agora seguirá para o Ministério Público do estado.


Outro caso


Já em Pirenópolis (150 km de Brasília), a Polícia Civil de Goiás investiga, Débora Barros dos Santos, uma camareira de 26 anos, suspeita de fingir ter leucemia e aplicar golpes contra colegas de trabalho em uma pousada. Segundo as investigações, ela recebeu ao menos R$ 12 mil em doações para custear o suposto tratamento.


A suspeita teria dito para as vítimas, colegas da pousada em que trabalhava, que estava em tratamento no Hospital do Câncer Araújo Jorge, em Goiânia. Sensibilizados, as pessoas doavam dinheiro e faziam arrecadações para ajudá-la a custear os supostos tratamentos.


Por meio de nota, a unidade de saúde também declarou que a jovem não era paciente do hospital e que não havia nenhum registro dela no local, até o dia em que a polícia instaurou inquérito, em 26 de dezembro. Nesta data, Débora deu entrada na unidade de saúde, sendo o "diagnosticado efeito tóxico de base (alcalis) cáusticas(os) e/ou substâncias semelhantes".


De acordo com o delegado, ela ingeriu soda cáustica para conseguir a internação. Após dois dias, Débora recebeu alta e viajou para sua cidade natal, no Maranhão.


A Polícia Civil em Pirenópolis iniciou as investigações após uma das colegas de trabalho desconfiar do fato de Débora não apresentar atestados médicos e mostrar fotos de sangue. Em depoimento, cerca de 20 vítimas prestarem depoimentos. Elas afirmam que o caso começou em setembro, quando Débora disse no trabalho que havia recebido diagnóstico de leucemia e que tinha começado um tratamento muito caro.


Nos dias em que Débora faltava ao trabalho para fazer as “sessões de tratamento”, as vítimas recebiam mensagens via Whatsapp de uma amiga da camareira dizendo que ela precisava de mais dinheiro para comprar remédios. Certo dia, eles receberam mensagem dizendo que ela precisava de um medicamento no valor de R$ 4.500.


Como os colegas já estavam desconfiados e ela se recusava a entregar documentos que comprovasse seu estado de saúde, a pousada ligou no Hospital Araújo Jorge e recebeu a confirmação de que Débora nunca havia sido paciente da unidade.


A polícia apura as denúncias e, caso as suspeitas sejam confirmadas, Débora poderá responder pelo crime de estelionato. Se houver a participação de terceiros, estes também serão indiciados pelo crime de associação criminosa.


O Correio não conseguiu localizar as duas investigadas. O espaço segue aberto para manifestações.

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