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Quadro incomum, alergia pode ser desencadeada pelo exercício físico

Você provavelmente conhece alguém que é alérgico a alguma coisa, como amendoim, camarões, mariscos, medicamentos, pólen, picada de abelha, formigas e etc. Pessoas excessivamente alérgicas podem desencadear um quadro anafilático, que é um tipo de reação grave que afeta o organismo, e levar a complicações severas.


Em casos raros, a anafilaxia pode ser desencadeada pela atividade física. Uma combinação de exercícios e outros fatores contribuintes, como alimentos, condições climáticas ou medicamentos, pode causar anafilaxia induzida por exercícios.


A anafilaxia induzida por exercício (AIE) é uma síndrome clínica incomum caracterizada por sintomas consistentes com anafilaxia provocada principalmente pelo exercício, ocorrendo uma reação alérgica grave durante ou após a atividade.



A síndrome é frequentemente subdividida em dois grupos: anafilaxia causada exclusivamente por exercícios e anafilaxia causada por exercícios após a ingestão de um determinado alimento. Esta última é denominada anafilaxia induzida por exercício, dependente de alimentos (AIEDA).


O sistema imunológico do nosso organismo gera diferentes anticorpos para nos proteger de agentes estranhos. Para as alergias, o sistema imunológico gera Imunoglobulina E, também conhecida como IgE, para ajudar no combate aos sintomas da alergia.


IgE é um mensageiro químico que viaja até as células para transmitir informações de que é necessária uma defesa química contra um invasor estrangeiro. Os indivíduos alérgicos apresentam níveis elevados de IgE contra exposições ambientais benignas, sendo que alguns alimentos também podem desencadear altos níveis de IgE.


Com o tempo, o sistema imunológico desenvolve o que é conhecido como memória imunológica. Normalmente, esta é uma resposta imunológica útil que pode permitir que seu corpo responda mais rapidamente. Na alergia, entretanto, essa resposta é ampliada e suas exposições repetidas causam reações exageradas recorrentes do sistema imunológico. Isso produz uma resposta alérgica que pode incluir espirros, tosse e congestão ou aumento dos sintomas de asma e, em casos mais graves, anafilaxia.


A AIE foi relatada pela primeira vez em 1979 pelo pesquisador Maulitz, que descreveu um homem de 31 anos com anafilaxia recorrente desencadeada pela corrida após comer marisco.


O paciente conseguia praticar exercícios sem sintomas e consumir frutos do mar sem sintomas. No entanto, ao comer crustáceos antes do exercício, ele desenvolveu sintomas de início súbito. Maulitz, então, demonstrou evidências de sensibilidade mediada por IgE por meio de teste cutâneo.


A fisiopatologia atualmente não é bem compreendida, mas acredita-se que seja multifatorial. Sabe-se que:


A hipótese mais bem descrita da AIE afirma que a atividade física e/ou desidratação causa alterações na osmolaridade plasmática. Exercícios vigorosos e desidratação podem causar aumento da osmolaridade plasmática. Os mastócitos (papel na reação alérgica)

perivasculares e basófilos podem reconhecer essas alterações e degranular, causando sintomas agudos.


Outra hipótese na literatura é sobre asma induzida por exercício, em que mudanças agudas na osmolaridade da mucosa das vias aéreas podem levar à liberação do mediador dos mastócitos e broncoconstrição.


Além disso, distúrbios ácido-básicos podem ocorrer durante exercícios extenuantes e podem precipitar a degranulação dos mastócitos. A liberação de gastrina e opioides endógenos durante o exercício pode ativar diretamente os mastócitos.


Dito isto? Exercícios mais vigorosos podem desencadear, de forma rara e incomum, anafilaxia induzida por exercícios. No entanto, pode acontecer durante qualquer atividade física diária, como faxinar sua casa ou mesmo dar uma caminhada pelo parque.


Determinados alimentos antes do exercício pode causar uma reação alérgica, como amendoim, mariscos, tomate, milho e trigo, embora qualquer alimento possa ser um gatilho, desencadeando a anafilaxia induzida por exercício dependente de alimentos. Certos medicamentos podem desencadear a reação alérgica, bem como temperaturas extremas, umidade e alterações hormonais.Os sintomas podem surgir repentinamente. Eles podem ser leves no início, mas podem acelerar rapidamente, sendo os mais comuns urticária, náusea, tontura, inchaço, cólicas, diarreia, tosse, respiração ofegante ou dificuldade para respirar. Pode se transformar em uma situação de risco de vida, exigindo atenção médica imediata. Os casos graves podem evoluir para choque, perda de consciência e parada respiratória ou cardíaca.


Se sentir esses sintomas, pare o que estiver fazendo e descanse. É importante procurar ajuda médica caso note algo diferente e, se os sintomas progredirem, busque ajuda médica imediatamente para que se inicie estratégias com adrenalina/epinefrina para redução da resposta alérgica, anti-histamínicos intravenosos, cortisona, que auxiliam na diminuição do processo inflamatório —a reação alérgica excessiva pode obstruir o fluxo de ar para os pulmões—, além de medicamentos beta-agonistas para aliviar a dificuldade respiratória



Sinais de escalada do choque anafilático incluem pele pálida e úmida, pulso rápido e fraco, problemas respiratórios, confusão e perda de consciência.


Algumas dicas gerais são:


Consulte seu médico para um exame físico completo se você já experimentou anafilaxia induzida por exercícios.


Mantenha um registro dos alimentos que ingere e das condições em que se encontra antes de se exercitar.


Descubra quanto tempo antes do exercício você deve evitar o alimento ou o gatilho --que desencadeia processos alérgicos.


Evite fazer exercícios ao ar livre durante a temporada de alergias e em temperaturas extremas.


Faça exercícios com um parceiro que está ciente de sua condição e saberá o que fazer em uma emergência.


Identifique os fatores que contribuem para a anafilaxia e o ajudará a prevenir ataques futuros.


Leia todos os rótulos com atenção se você tiver alergia alimentar.


Pare e descanse ao primeiro sinal de anafilaxia. Mantenha seus medicamentos e um telefone celular com você durante os exercícios.


Mantenha seus medicamentos e um telefone celular com você durante os exercícios.


As recomendações para pacientes com anafilaxia induzida por exercício dependente de alimentos incluem evitar alimentos 4 a 6 horas antes do exercício e evitar outros cofatores, como álcool.


Lembre-se: esse é um caso incomum e raro. Porém, é importante sabermos que acontece para que tome as devidas precauções e ouça os sinais do seu corpo, pois você deve saber se é capaz de continuar a se exercitar.



 
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