Série 'The Crown' oferece algumas lições de vida valiosas

Os norte-americanos podem ter conquistado a independência dos britânicos em 1776, mas algumas coisas não podem ser deixadas de lado. Uma delas é o fascínio que muitas pessoas têm pela família real britânica.


A estreante Emma Corrin se junta ao elenco como a princesa Diana

A série The Crown pode ser uma narrativa fictícia da ascensão da rainha Elizabeth II ao trono e da família da monarca. Contudo, para muitos, é divertido tentar descobrir quais histórias mostradas estão mais próximas da realidade.


A quarta temporada centra-se em dois relacionamentos: o casamento tumultuado do príncipe Charles com lady Diana Spencer e a dinâmica (marcada pelo respeito misturado com tensão) entre a rainha Elizabeth e a primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, primeira mulher a ocupar o cargo.


Olivia Colman repete o papel como Elizabeth II, e Josh O'Connor está de volta como seu filho Charles, príncipe de Gales. A estreante Emma Corrin se junta ao elenco como a princesa Diana, e Gillian Anderson interpreta Thatcher.




Nas performances, Corrin e Anderson são, cada uma, uma força a ser enfrentada. Se Anderson não for indicada pela interpretação de Thatcher, os prêmios não serão justos.


Além da pompa e ostentação, The Crown apresenta personagens falíveis cujas vidas contêm algumas lições valiosas.


As pessoas são criaturas complexas


Tenho fortes sentimentos sobre quem sai como um vilão nesta temporada (estou olhando para você, príncipe Charles). As pessoas e suas motivações, no entanto, podem ser complicadas. Embora o enredo em torno da princesa Diana seja um pouco mais tolerante com ela, sabemos que, na realidade, ela também foi infiel no casamento e teve alguma responsabilidade por sua trajetória.


História pode influenciar futuro


Nesta temporada, os telespectadores têm uma noção melhor dos problemas dos filhos da realeza. As temporadas anteriores deixaram claro, porém, que os mais velhos tinham suas próprias questões. Amor, devoção e desejo de afeto se mostram ilusórios e são a fonte da maioria dos problemas da família Windsor em The Crown. A segunda temporada tem um episódio particularmente forte sobre o trauma que o marido da rainha Elizabeth, príncipe Philip, sofreu quando jovem, incluindo a morte da irmã grávida e da família em um acidente de avião na década de 1930.



Por falar em história, é preciso aprender com ela


Não se pode contar a história desta família e não incluir como tudo começou. A rainha Elizabeth II se tornou monarca porque o tio David, conhecido como rei Edward VIII, abdicou do trono pela mulher que amava, a norte-americana Wallis Warfield Simpson. Ela, que se divorciou do primeiro marido, também buscou o divórcio do segundo para ficar com o tio de Elizabeth.


Isso forçou o pai da atual rainha a se tornar o rei George VI, cujo estresse, de acordo com a série, levou a uma morte prematura. Amar uma pessoa considerada "inaceitável" é um tema recorrente. A irmã da rainha, a princesa Margaret, se apaixonou por um homem mais velho, Peter Townsend, divorciado.


O príncipe Charles pode ter se casado com Diana, mas seu verdadeiro amor era Camilla Parker Bowles (nascida Shand), com quem ele acabou se casando anos depois.




É preciso jogar com as cartas que foram recebidas


Um dos primeiros temas da série foi que a princesa Margaret é quem preferia ser rainha e parecia mais adequada para isso do que a irmã mais velha, Elizabeth. Margaret foi interpretada nas duas primeiras temporadas por Vanessa Kirby, antes de Helena Bonham Carter assumir o papel.


Mas, por mais extrovertida e espontânea que seja a princesa Margaret da série, aprendemos que, embora a irmã possa ser mais reservada e equilibrada, na verdade ela se adapta melhor à monarquia exatamente por essas razões. A capacidade de contar uma boa piada e encantar chefes de estado pode ser boa para as manchetes, mas governar como um monarca constitucional é muito mais do que isso.


O dever é um negócio sério


Uma das razões pelas quais a rainha Elizabeth II reina com sucesso desde 1952 é porque ela nunca, jamais, se esquivou do dever. Embora o criador de The Crown, Peter Morgan, tenha admitido tomar algumas liberdades com o roteiro, não é difícil imaginar que a série explora (mesmo que apenas um pouco) o drama da vida real desta famosa família. Quão majestoso é isso?

 
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