Saiba quem era João Beto, homem espancado até a morte no supermercado Carrefour

Atualizado: Nov 21


João Alberto Silveira Freitas, homem negro espancado e morto nesta 5ª feira (19.nov.2020) por 2 seguranças brancos em unidade do Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tinha 40 anos e deixa a sua mulher Milena Borges Alves, 43 anos, cuidadora de idosos.


João Beto, como era conhecido entre os amigos, morava com a sua mulher em uma comunidade na Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre, onde era bastante querido pelos vizinhos. Ele ganhava a vida com bicos, em pequenos trabalhos feitos como pintor e pedreiro.

“Ele era preto, pobre e morador de favela, mas era 1 homem que a comunidade amava. Andava sempre tomando uma cervejinha à noite, às vezes com a ‘patroa’ dele. Era 1 homem respeitoso, e a comunidade gostava dele por isso. Abraçava todo mundo com alegria e entusiasmo”, prosseguiu.


Segundo amigos, João Beto gostava de fazer churrasco e tomar cerveja nos dias de jogo do time do coração, o São José, time de futebol que atualmente disputa a 3ª divisão do campeonato Brasileiro.


O grupo Os Farrapos, torcida organizada do time, publicou uma nota em homenagem ao torcedor.



A torcida organizada do São José, batizada de Os Farrapos, publicou uma nota pedindo justiça à vítima. “Há relatos que os seguranças bateram a cabeça dele no chão por diversas vezes e Beto clamava por socorro e pedia para respirar”, escreveram.


João Beto também era tamboreiro da religião umbanda, motivo pelo qual usava vários cordões no pescoço. De acordo com Flávio, vizinho da vítima desde a infância, os colares que João Beto carregava no pescoço sempre chamavam a atenção.

Assassinato no Carrefour

Os 2 suspeitos, 1 homem de 24 anos e outro de 30 anos, foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para 1 presídio militar. O outro é segurança da loja e está em 1 prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado. Nas imagens que circulam nas redes, é possível ver os 2 homens vestindo roupa preta, comumente usada por seguranças, dando socos no rosto da vítima, que está no chão.

Uma mulher que estava próxima deles parece filmar a ação dos agressores. Em seguida, já com sangue espalhado pelo chão, outras pessoas aparecem em volta do homem agredido, enquanto os 2 agressores continuam tentando mobilizá-lo no chão. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tentou reanimar o homem depois do espancamento, mas ele morreu no local.

O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre. A polícia vai analisar as imagens do vídeo postado nas redes sociais e também de câmeras de segurança do local.

 
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