Se passando por grandes empresas, criminosos aplicam golpes on-line

Último levantamento do Dfndr Lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, aponta que fraude que explora o nome de grandes empresas atingiu 208 vítimas por minuto. As questões mais abordadas são as promoções e os descontos em produtos



Foi o caso da universitária Maria Clara Vieira, 20 anos, que recebeu de uma amiga uma suposta promoção. “O link dizia ser de uma das minhas lojas favoritas. A promoção tratava-se de um produto que eu estava esperando ser lançado há alguns dias; por isso, ela me enviou. Acessei, empolgada, imaginando que, finalmente, poderia adquirir o que queria, mas o meu celular bloqueou o link”, conta. “Eu instalei uma ferramenta de antivírus no celular há alguns meses. Achei melhor me preparar para o caso de receber algo não confiável”, revela.


Situação semelhante sofrida por conhecidos ajudou a estudante a se resguardar. “Uma amiga foi vítima de uma situação semelhante e me alertou. Percebo que criminosos têm adaptado a forma que trabalham. Da mesma forma que eles evoluem, nós precisamos estar atentos e evoluir junto, nos precavendo”, acredita. Segundo Maria Clara, o importante não é passar pela situação. “Precisamos compartilhar experiências e advertir outras pessoas”, completa.


De acordo com o delegado Dário Taciano de Freitas Júnior, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o número de golpes aumentou durante a pandemia. “Os criminosos aproveitam que as pessoas estão passando mais tempo on-line para aplicarem golpes. A mudança no comportamento de gastos do brasileiro fez com que os cibercriminosos se aproveitassem do momento”, relata.


A maioria dos casos, os criminosos solicitam às vítimas informações aparentemente simples, como dados pessoais ou até mesmo bancários para aplicar o golpe. “Em outras, há o pedido de compartilhamento do link malicioso para um número mínimo de contatos — em média, 15 — para garantir o recebimento do ‘brinde’ da empresa”, relata Dário.


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O especialista em segurança pública e privada Leonardo Sant’Anna reforça que o principal objetivo dos criminosos é recolher dados, senhas e autenticação. “Tudo isso para que ele ingresse no que é de interesse, como a clonagem do e-mail, para que possa enviar alteração de senha e, a partir daí, manusear todas as contas vinculadas a esse perfil”, explica.


Para evitar esse tipo de situação, Leonardo estabelece os cuidados que os consumidores devem ter: verificar links falsos; evitar postar informações pessoais; não instalar penduricalhos virtuais, como aplicativos; acessar sites ou jogos sem necessidade; acessar somente redes sociais conhecidas; e reeducar virtualmente crianças e idosos para que não caiam nos golpes. “É muito importante que haja a atualização de senhas e sistemas operacionais para que fique uma camada a mais de proteção ao usuário”, ressalta o especialista.


Caso o consumidor seja lesado, Leonardo diz que o usuário deve buscar a delegacia de crimes digitais e registrar ocorrência. “Outro ponto importante é entrar em contato com a sua instituição financeira, de maneira formal. É preciso ter algo em mãos, como e-mail ou algum documento que comprove que o consumidor não fez parte do golpe. Se isso acontece apenas com uma informação verbal, uma conversa, a pessoa não conseguirá, posteriormente, em uma ação judicial, reaver problemas ou valores que tenham sido retirados de sua conta. Isso precisa ser feito assim que toma conhecimento da fraude”, adverte.

 
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