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Senador diz que pediu impeachment de Barroso por crime de responsabilidade: ‘Atacou o Exército’

Segundo Luis Carlos Heinze, já existem mais de 60 pedidos de impedimento de ministros STF protocolados no Congresso Nacional


O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), segundo líder do governo no Congresso Nacional, concedeu entrevista ao vivo nesta quarta-feira, 25, para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, para falar sobre o pedido de impeachment que protocolou na última terça-feira, 24, contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de abertura do processo foi feito sob uma acusação de crime responsabilidade em razão de manifestação pública em que afirmou que as Forças Armadas estariam sendo orientadas para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro. Segundo Heinze, o ministro atacou o Exército Brasileiro.



“O exército foi convidado pelo Tribunal Superior Eleitoral para fazer uma auditagem, um acompanhamento na questão das eleições e das urnas eletrônicas. Fez uma série de ponderações, é o serviço que eles foram convidados [a fazer]. Depois, em cima de coisas que o ministro não gostou, começa a fazer ataques à instituição Exército Brasileiro. Ontem fez exatamente 30 dias que o ministro fez essa declaração. Se fosse nos autos, OK, mas são publicas as declarações do ministro. Parece até uma questão polítoco-partidária”, afirmou Henize.


Questionado sobre a posição do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que não sinaliza que deverá abrir um processo de impedimento, Heinze defendeu que não um problema excluisvo dele, mas que vem de outras gestões. “Não é somente com Rodrigo Pacheco, esse assunto já começou com Davi Alcolumbre. São mais de 60 pedidos de impeachment, cassação, CPI ou convites ou convocações de ministros — que eu assinei todos. O que nós temos que fazer agora, e já estou fazendo essa articulação, é ter mais senadores me apoiando, para que a gente possa ter força e cobrar essa posição do presidente Rodrigo Pacheco. É pressão o que tem que ser feito, que a sociedade está fazendo, mas que nós senadores também temos que fazer (…) Para prosperar, eu tenho que ter apoiamento dos meus colegas senadores”, comentou.



Sobre a segurança da urna eletrônica, Heinze diz não acreditar no processo. “As ponderações do próprio Exército Brasileiro, que fez essa auditoria, já termina aí. Essa é uma posição. Estranho também a própria posição do ministro quando, há algumas semanas atrás, a imprensa deu amplo destaque em cima de uma votação sobre o voto impresso. Essa votação ocorreu na Câmara dos Deputados. Estranhamente, o ministro esteve lá, fazendo uma visita aos deputados, na véspera da votação. São coisas estranhas que acontecem. Não há problema nenhum se você fizesse uma checagem no voto impresso. Eu vou no supermercado, compro um lanche, vários itens, ali eu tiro uma notinha com tudo o que comprei. Podia fazer o mesmo com o voto”, finalizou.