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Sexo: ter relação todos os dias faz mal?

Quantas vezes por dia é normal? Tem consequências? Ardência? Lesão? E quando se torna compulsão, o que fazer?


Além do prazer, o sexo faz bem à saúde física e mental, relaxa, diminui a tensão, é aliado do humor, faz bem ao coração e reduz a pressão arterial, mas será que sexo todos os dias faz mal? De acordo com pesquisa da “YouGov”, de 2017, somente 4% dos adultos afirmavam fazer sexo diariamente. Já dados da “Tenga Self-Pleasure Report”, de 2020, revelaram que 13% praticam a masturbação todos os dias.


A princípio, fazer sexo em excesso ou todos os dias não causa nenhum mal. No entanto, fisicamente, o excesso de relações sexuais pode provocar alguma dor, desconforto ou ardência nos órgãos genitais, tanto no homem quanto na mulher.

A médica Stany Rodrigues Campos de Paula, sexóloga e ginecologista do Hospital Vila da Serra, lembra que "tudo em excesso faz mal, inclusive o sexo, a partir do momento em que a pessoa cria um mecanismo de adição, ou seja, de vício, o que é diferente de fazer sexo todos os dias".


Fuga e frustração


Para a especialista, sexo em excesso pode ser prejudicial na medida em que a pessoa "depende daquilo e usa isso como mecanismo de fuga, de se saciar de algo ou uma forma de eliminar, liberar frustração".


Stany enfatiza que não existe um limite de número de relações sexuais. "Não existe a partir do momento que haja um consenso entre o casal, mas a masturbação em excesso, a autofocagem e o autoerotismo podem, sim, ser uma manifestação de diminuição da realidade naquele momento, uma fuga."

A médica explica que um indício de que a relação sexual está sendo um prejuízo refere-se, muitas vezes, ao comportamento, à mudança de hábitos. "Algumas pessoas deixam de fazer as atividades laborais ou estudar para se dedicar à prática do sexo, muitas vezes da masturbação."

O excesso de sexo ou o sexo todos os dias pode causar distensão muscular. "Ela pode ocorrer muitas vezes se a pessoa usar força ou ter uma relação violenta, aí vai existir uma distensão tanto da musculatura quanto de parte das cartilagens."


Ardência genital


Stany Rodrigues Campos de Paula também avisa que a relação sexual pode provocar "ardência genital tanto no homem quanto na mulher quanto existe uma fricção exessiva ou quando há uma diminuição de lubrificação da mucosa".


Por outro lado, a sexóloga e ginecologista destaca que com o sexo diário "a pessoa vai dormir melhor, porque a partir do momento que há um relaxamento muscular, tem o orgasmo, háverá uma dissociação que vai melhorar, sim, a sua qualidade do sono".


Há quem diga que sexo todos os dias faz bem para o coração com redução da pressão arterial. Conforme Stany, "não há evidência para esses casos, e cada caso é um caso. Muitas vezes, o sexo é tido como atividade física", que só trás benefícios, inclusive para o coração e para os hipertensos.


Infecção urinária e queda na produção do esperma


A ginecologista alerta que a relação sexual pode causar infecção urinária "a partir do momento em que os líquidos corporais são ali todos misturados, existe fezes, urina e a própria secreção vaginal, que pode levar facilmente a chamada cistite de lua de mel, que pode ser repetitiva após o ato sexual" .


Stany Rodrigues Campos de Paula informa ainda que "homens que praticam sexo em excesso podem ter uma diminuição da produção do esperma e, às vezes, alterar alguns vasos sanguíneos no corpo do pênis e ter a coloração do esperma avermelhada por causa de algum tipo de coloração sanguínea, se for o caso de alguma lesão ou trauma".


O que sexo em excesso pode causar?

  • Causar microfissuras nos órgãos genitais

  • Maior exposição à infecção sexualmente transmissiveis (ISTs)

  • Ardência, desconforto e dor

  • Sensibilidade dos órgãos genitais


Estar atento porque a compulsão por sexo é apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um distúrbio de saúde mental

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