"Tenho preocupação": Lula admite possibilidade de ser assassinado em campanha

Ex-presidente disse que tem preocupação com possibilidade, mas que "como sou uma pessoa de muita fé, eu sinceramente acho que o que vai acontecer é que o povo brasileiro vai dar um golpe nesse país"


O ex-presidente e pré-candidato ao Planalto Luis Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que tem "preocupação" com a possibilidade de ser assassinado durante a campanha. A afirmação foi dada durante entrevista à rádio Espinharas, da cidade de Patos — na Paraíba — nesta terça-feira (15/3).


A apresentadora do programa lembrou o petista da afirmação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que disse em fevereiro que Lula poderia sofrer um atentado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em resposta, o ex-presidente disse que tem "preocupação" já que Bolsonaro "só gosta de violência".

Lula também destacou a proximidade de Bolsonaro com grupos milicianos que "quem sabe, não mataram Marielle". A vereadora do Psol foi morta há quatro anos.




"Todo mundo sabe o tipo de político que é Bolsonaro. O cidadão que não é capaz de fazer um gesto pela educação, de fazer um gesto para combater a covid, o presidente que não gosta de sindicato, mulheres, quilombolas, negros, estudantes. Ele só gosta de violência, o negócio dele é relação apodrecida com uma parte dos milicianos que, quem sabe, foram quem mataram a Marielle. Eu tenho preocupação, mas como sou uma pessoa de muita fé, eu sinceramente acho que o que vai acontecer é que o povo brasileiro vai dar um golpe nesse pais e vai restabelecer a democracia, será a morte política de Bolsonaro pela mão dos eleitores", disse.

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