Unidade do Carrefour em São Paulo é apedrejada por manifestantes.

Atualizado: Nov 21

Um homem negro foi morto em uma das lojas da rede em Porto Alegre

A fachada de um supermercado Carrefour de São Paulo foi apedrejada por manifestantes no início da noite desta sexta-feira (20/11). Manifestantes chegaram a entrar na loja e deixaram uma boa parte do mercado destruída. Carros de clientes também foram atingidos. A Polícia Militar, até o momento, não interferiu na manifestação e o Carrefour está mantendo os clientes abrigados dentro da unidade, que é um das maiores da capital paulista, localizada no Jardim Pamplona Shopping, nas proximidades da Avenida Paulista. As lideranças do movimento chegaram a pedir para os manifestantes não atacarem o mercado, que fica dentro de um shopping na área nobre de São Paulo. João Alberto Silveira Freitas, um homem negro foi morto por um segurança do supermercado em Porto Alegre, na noite de quinta-feira (19/11). O vídeo do momento da morte do homem circula nas redes sociais desde a manhã desta sexta e causa revolta em todo o Brasil. Nas imagens, é possível ver pessoas gritando para que as agressões cessassem. O laudo da morte aponta que o homem morreu por asfixia.


A unidade do Carrefour de Brasília também teve manifestação nesta sexta.


O que diz o Carrefour:

"O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais."


Veja o Vídeo


Video Lucas Cardoso (O Dia)





O que diz a Brigada Militar

"Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei. Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos. A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral."

 
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