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A arte de desaparecer: o esporte favorito de quem deve e não sabe dizer "não"
O Brasil pode até não liderar todos os rankings mundiais, mas, quando o assunto é fugir de cobrança, somos fortes candidatos ao pódio. Tem gente que desenvolveu um talento tão impressionante para desaparecer que faria qualquer agente secreto pedir dicas. O telefone toca. É o credor. Num passe de mágica, o aparelho entra em "modo decoração". Se insistirem na ligação, o celular fica "sem área". Cinco minutos depois, curiosamente, a pessoa já está postando stories, curtindo meme
há 1 dia


Família da Baixada Fluminense transforma a cachaça em movimento cultural e leva coquetelaria brasileira à Europa
Cachaça Classics chega a Lisboa e Madrid com a missão de sofisticar a imagem da bebida brasileira no exterior Eles vieram da Baixada Fluminense, do município de São João de Meriti. Sem investidores, sem tradição familiar ligada à bebida, sem grandes estruturas. Apenas com coragem, trabalho e uma ideia fixa: fazer o Brasil valorizar a própria cachaça. Assim, a cachaça brasileira acaba de ganhar mais um capítulo internacional, o festival Cachaça Classics que desembarca na Europ
15 de jun.


A Copa da desconfiança: quando o espetáculo encontra um país cansado de narrativas
Por Carlos de Mello Marques Falta pouco mais de um ano para a Copa do Mundo de 2026 e as emissoras já colocaram sua poderosa máquina de marketing em campo. Comerciais emocionantes, programas especiais, narradores empolgados e uma enxurrada de conteúdo tentam convencer o brasileiro de que a velha paixão nacional continua mais viva do que nunca. O problema é que o país mudou. Durante décadas, a Copa foi um raro momento de união nacional. Hoje, o Brasil chega ao Mundial depois d
31 de mai.


Mulher completa 50 anos e universo decide atualizar todos os setores da vida ao mesmo tempo
Entre despedidas, caixas de mudança, um novo amor e horizontes profissionais promissores, uma filósofa descobre aos 50 anos que a vida ainda adora contrariar calendários — e provar que nunca é tarde para recomeçar. Por Carlos de Mello Marques Existe uma ideia curiosa que a sociedade entrega para as pessoas junto com a vida adulta: aos 50 anos, supostamente, tudo deveria estar organizado. Emoções catalogadas, vida amorosa definida, profissão estabilizada, planos claros e uma s
24 de mai.


50+: a geração que se recusou a virar “jovem há mais tempo”
Por Carlos de Mello Marques Durante muito tempo, a sociedade tratou os 50+ como uma espécie de sala de espera da vida. Era simples: ao completar meio século de existência, a pessoa recebia um crachá invisível autorizando frases como “na minha época”, “essa juventude está perdida” e “abaixa esse som que minha coluna sentiu”. Há 30 anos, os 50+ eram quase uma instituição histórica. O figurino vinha pronto: postura séria, rotina previsível e um certo ar de quem parecia ter feito
15 de mai.


Domingo tem Pagode da Beta no Renascença Clube
Entrada gratuita até as 18 horas Pela segunda vez, o Pagode da Beta volta ao Renascença Clube e, nesse domingo, 17/05, traz como convidado o grupo “Encontra Lá” que tem hits conhecidos pelo público do samba, como “Traz a Cor” e “Bom Dia Vizinho”. Beta promete, junto com sua banda, fazer um pagode bem longo, sem intervalos, misturando o samba de raiz com clássicos e pagodes atuais. Ela revela que serão 4 horas de pagode sem parar! A cantora tem uma estrada que se preza. Aos 18
14 de mai.


Querem transformar o Brasil em Europa… sem o Brasil deixar de ser Brasil
Brasília resolveu, mais uma vez, ensinar o povo brasileiro a trabalhar. Por Carlos de Mello Marques A discussão agora gira em torno da escala 6x1. No discurso político, vendem a ideia como se fosse a grande revolução da dignidade humana. Falam bonito, fazem postagem emocionada, gravam vídeo para rede social e tentam passar a sensação de que finalmente descobriram o segredo da felicidade do trabalhador brasileiro. Só esqueceram de combinar com o Brasil real. Porque existe um d
10 de mai.


Nunca Houve Tanta Informação… e Tão Pouca Reflexão
Uma sociedade melhora quando aprende a pensar — sem abandonar seus valores Melhorar essa realidade não depende apenas da internet, das escolas ou das redes sociais. Depende também das pessoas reaprenderem hábitos que ficaram para trás com o tempo. Talvez o primeiro passo seja desacelerar. Hoje, muita gente quer entender assuntos complexos em poucos segundos. Quer respostas rápidas para temas que exigem reflexão. Mas conhecimento nunca foi instantâneo. Entender alguma coisa de
7 de mai.


O Preconceito de Papagaio: quando pensar dá muito trabalho
Por Carlos de Mello Marques Existe um fenômeno curioso — e, sejamos sinceros, um pouco patético — que ajuda a explicar por que o preconceito nunca sai de moda: o famoso papagaio de pirata. Não, não estamos falando da ave simpática que repete “louro quer biscoito”, mas daquela figura humana que repete opiniões alheias com a mesma profundidade intelectual de um asno preguiçoso — sem querer ofender o asno. Pensar, afinal, cansa. Exige leitura, confronto de ideias, algum nível de
28 de abr.


Brasil S.A.: Onde até o café virou posicionamento político
No país em que opinião virou identidade e nuance virou suspeita, basta pedir um café sem açúcar para alguém tentar adivinhar seu voto. POR CARLOS DE MELLO MARQUES Se você ainda acredita que política se resume a discutir impostos, orçamento público e projetos de lei, talvez esteja vivendo em 2004 — ou em outro planeta. No Brasil de hoje, política é praticamente um teste de personalidade em tempo real. E não importa se você quer ou não participar: alguém já está te analisando.
1 de abr.


ESSA POD celebra 1 ano fortalecendo o empreendedorismo feminino
Há um ano, nascia no Rio de Janeiro a casa ESSA POD, espaço colaborativo cujo propósito é de ir além da moda. Criado como ponto de encontro para mulheres, o projeto fortalece o empreendedorismo feminino, dá visibilidade a marcas autorais e estimula iniciativas que valorizam a criatividade, a identidade, a economia local e o afeto. Mais do que uma loja, o local tornou-se um verdadeiro hub feminino, onde moda acessível, música, experiências sensoriais, conversas, degustações e
26 de mar.


Justiça em estado de negação: quando um caso brutal perde para o calendário e a conveniência
Se alguém ainda tinha dúvida de que o Brasil normalizou o absurdo, o caso do menino Henry Borel trata de eliminar qualquer resto de ilusão. A sequência de decisões recentes — soltura da mãe, Monique Medeiros, e o adiamento do julgamento — não apenas revolta: escancara um sistema que parece mais preocupado em cumprir formalidades frias do que em responder à gravidade gritante dos fatos. Sim, tudo “dentro da lei”. A prisão preventiva foi revista, os requisitos técnicos analisad
23 de mar.


A Desigualdade que Cala Vozes: Quando o Dinheiro Define Quem “Tem Razão”
Quando o acesso ao poder dispensa qualificação e o dinheiro dita autoridade, o resultado é uma sociedade menos justa e um debate cada vez mais raso. Por Carlos de Mello Marques No Brasil, uma parcela barulhenta da elite econômica insiste em vender a própria conta bancária como se fosse certificado de genialidade. É a crença arrogante de que dinheiro não apenas compra bens, mas também compra razão, lucidez e superioridade intelectual. Não compra. Nunca comprou. O que se vê, na
21 de mar.


“A política brasileira não é bagunça… é projeto.”
Você ainda acha que é incompetência? Ou já entendeu o jogo? Se ainda existe alguém no Brasil que acredita que a política nacional é apenas um amontoado de erros, trapalhadas e incompetência, talvez esteja na hora de rever essa leitura — ou admitir que está confortável demais na ingenuidade. A narrativa da “ bagunça ” é conveniente. Ela anestesia. Ela simplifica. Ela tira o peso da responsabilidade e transforma decisões calculadas em acidentes de percurso. Mas a realidade é m
18 de mar.


Justiça em Modo Defesa: Quando o Supremo Fala Sozinho e o País Escuta Desconfiado
Por Carlos de Mello Marques Ministro Edson Fachin, presidente do STF, faz discurso em defesa da autocontenção do Poder Judiciário Em tempos de credibilidade em queda livre, o silêncio institucional virou artigo de luxo — e quando ele é quebrado, não necessariamente traz alívio. Foi o que se viu com a recente manifestação do ministro Edson Fachin, que surgiu em cena não apenas como magistrado, mas como uma espécie de porta-voz informal de um tribunal que, cada vez mais, parece
17 de mar.


“Instagram, TikTok & Cia.: a farmácia clandestina onde o ‘especialista’ é quem comenta primeiro”
POR CARLOS DE MELLO MARQUES No ritmo frenético das redes sociais, onde dancinhas viram tendências globais em horas, uma outra febre — bem menos divertida — se espalha sem controle: a “medicina de comentários”. Basta abrir qualquer vídeo ou post sobre saúde para encontrar uma verdadeira farmácia popular improvisada nos comentários. Sem diploma, sem responsabilidade e, muitas vezes, sem noção. É ali que florescem especialistas instantâneos, formados pela Universidade do “vi no
17 de mar.


QUALIDADE DE VIDA: REALIDADE OU PROPAGANDA?
Entre promessas de marketing, discursos políticos e a dura rotina do brasileiro, o conceito de “qualidade de vida” parece cada vez mais distante da realidade. Por Carlos de Mello Marques Nos últimos anos, poucas expressões foram tão repetidas quanto “qualidade de vida”. Ela aparece em discursos políticos, propagandas imobiliárias, planos de saúde, academias, aplicativos de produtividade e até em embalagens de alimentos. A promessa é sempre a mesma: viver melhor. Mas na prátic
13 de mar.


A crise da Unimed e o abandono silencioso de milhões de pacientes
Por Carlos Marques Durante décadas, venderam aos brasileiros uma promessa simples: pague seu plano de saúde todos os meses e, quando precisar, haverá atendimento. A crise envolvendo a Unimed mostra que essa promessa, em muitos casos, não passa de uma ilusão cara — e perigosa. Milhões de brasileiros pagam mensalidades cada vez mais altas acreditando estar protegidos do colapso da saúde pública. No entanto, nos bastidores, hospitais acumulam faturas não pagas, clínicas rompem
10 de mar.


“Tio Sam, vem arrumar o Brasil”: a curiosa ideia de terceirizar a própria soberania
Sei que este é um assunto que provavelmente não vai agradar a pessoas muito presas a ideologias. Mas é preciso separar as coisas: política não pode ser tratada como torcida de futebol. Em disputas esportivas, alguém perde e alguém ganha — e no domingo seguinte começa tudo de novo. Já em assuntos de governo e soberania nacional, quando as coisas dão errado, as consequências atingem todos os lados , independentemente de quem estava “torcendo” por qual time político. De tempos e
9 de mar.


Entre diplomas e ilusões: por que parte da elite instruída insiste em defender governos acusados de corrupção e populismo
Existe uma crença comum de que educação formal elevada seria um antídoto contra escolhas políticas questionáveis. A lógica parece simples: quanto maior o grau de instrução, maior seria a capacidade de análise crítica. No entanto, a realidade política contemporânea mostra algo bem diferente. Em diversos países — inclusive no Brasil — setores altamente escolarizados seguem apoiando governos acusados por críticos de corrupção, populismo e gestão econômica temerária. A pergunta q
7 de mar.
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