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Quando o “protetor” vira algoz: a masculinidade que fracassa e tenta culpar a mulher pelos próprios crimes
POR CARLOS DE MELLO MARQUES O crime ocorrido em Itumbiara, no sul de Goiás pelo secretário de Governo da Prefeitura, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, não é apenas uma tragédia familiar. É o retrato cru de uma masculinidade doente que ainda insiste em se vender como força, mas que na prática revela fragilidade, ego ferido e incapacidade de lidar com frustração. Tragédia é acidente. O que se viu foi escolha. Foi ação. Foi a travessia consciente do limite mais básico da
19 de fev.


Entre a impunidade e o discurso fácil: a sociedade que terceiriza a culpa
POR CARLOS DE MELLO MARQUES O Brasil vive um dilema que finge ser complexo, mas é apenas covarde: endurecer as leis para adolescentes que tiram a vida de outras pessoas ou manter tudo como está, embalado por discursos mornos e estatísticas seletivas. Enquanto o debate se arrasta, corpos se acumulam e a responsabilidade some — como se a morte tivesse sido um acidente administrativo. A retórica oficial insiste em tratar o homicídio cometido por adolescentes como um “fracasso co
17 de fev.


Parque Bondinho do Pão de Açúcar terá oficinas, samba e atividades para toda a família no Carnaval
Programação especial entre 14 e 17 de fevereiro conta com aulas de samba, oficina de caipirinha, percussão e atrações infantis no cartão-postal do Rio A agenda começa neste sábado (14), com uma aula especial de samba no Jardim dos Discos. Os dançarinos Djeff e Leila conduzem a atividade em dois horários: às 11h e às 14h, convidando os visitantes a entrarem no clima da folia com passos tradicionais do ritmo carioca. No dia 15, o mesmo espaço recebe uma oficina de caipirinha, e
16 de fev.


A Imprensa de Lado: Quando a Notícia Abdica da Verdade e Abraça a Torcida
Por Carlos de Mello Marques Tem algo muito irritante — e até desanimador — em abrir um site de notícias e já saber, nas primeiras linhas, qual é o “lado” do texto. Antes mesmo dos fatos aparecerem, você sente a intenção. Não é informação: é torcida organizada. Hoje, muita gente lê jornal já com o pé atrás. E não é por acaso. De um lado, tem veículo que parece panfleto ideológico. Do outro, tem portal que mais parece gabinete de campanha. A matéria já nasce com opinião pronta.
16 de fev.


Até o além entrou na planilha: “Com aval do Supremo Tribunal Federal, Eduardo Paes transformou jazigos ‘perpétuos’ em carnês anuais no Rio de Janeiro”
A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de passar a cobrar IPTU sobre jazigos perpétuos conseguiu algo raro: tirar o sossego até de quem já estava descansando em paz. Durante décadas, a ideia de “jazigo perpétuo” significava exatamente isso — perpétuo. Compra feita, direito garantido, descanso eterno assegurado. Mas, sob a gestão do prefeito Eduardo Paes, o conceito ganhou uma releitura criativa: perpétuo, sim — desde que com boleto atualizado. A pergunta que ecoa nos corre
14 de fev.


Rio entre o palanque e o Poder Paralelo
Os devaneios da política carioca — com nome e sobrenome POR CARLOS DE MELLO MARQUES No papel, o Rio é vitrine turística. Na prática, tornou-se um campo minado administrativo onde discursos grandiosos convivem com resultados modestos. A política carioca parece oscilar entre o improviso crônico e a retórica épica — enquanto o crime organizado consolida poder territorial com disciplina empresarial. O atual governador, Cláudio Castro , tornou-se personagem central desse enredo. S
13 de fev.


A farra dos penduricalhos: como o teto virou enfeite no contracheque do alto funcionalismo
Enquanto o país aperta os cintos, parte do serviço público descobre novas formas de esticar o próprio salário — tudo “dentro da lei” O Brasil é um país onde o teto constitucional existe. Está na Constituição, é repetido em discursos oficiais e aparece como símbolo de moralidade administrativa. Mas, na prática, virou peça de ficção. Para uma parcela do alto funcionalismo, o teto é apenas o salário-base — o resto vem por fora, sob a forma elegante dos chamados “penduricalhos”.
11 de fev.


Da Luta por Existir ao Direito de Mandar
Como a pauta homossexual saiu das ruas e entrou no altar do intocável POR CARLOS DE MELLO MARQUES A geração dos anos 80 não teve militância confortável. Teve medo, teve pancada, teve silêncio forçado e teve vergonha imposta. Para o homossexual daquela época, não existia manual de proteção institucional nem plateia solidária. Existir era afronta. Amar era risco. Falar era luxo. Não havia glamour, só sobrevivência. E talvez por isso mesmo aquela geração soubesse exatamente o va
10 de fev.


Punição como Atalho: quando o Estado troca política pública por vingança
Sempre que o Brasil entra em colapso moral, a classe política revela sua vocação mais sincera: desistir. Incapaz de governar, planejar ou prevenir, o Estado recorre ao velho truque da punição como espetáculo. Reduzir a maioridade penal, defender a pena de morte e internar compulsoriamente dependentes químicos não são soluções — são confissões públicas de fracasso. A redução da maioridade penal é o retrato mais cruel dessa covardia institucional. O Estado abandona a criança, f
7 de fev.


Como facilitar o entendimento da IA para idosos
POR CARLOS DE MELLO MARQUES O primeiro passo é desmistificar . IA não deve ser apresentada como algo complexo ou ameaçador, mas como uma ferramenta prática, comparável a um eletrodoméstico moderno: não é preciso entender o motor, apenas saber usar. Usar exemplos concretos é essencial. Em vez de falar em “algoritmos”, é mais eficaz dizer: “é como um sistema que aprende seus hábitos, do mesmo jeito que você aprende a escolher o melhor caminho para ir ao mercado”. A linguagem d
6 de fev.


Inteligência Artificial e idosos: quando o futuro avança e deixa os mais velhos para trás
A Inteligência Artificial já governa silenciosamente a rotina moderna, mas para milhões de idosos ela não chega como inovação — chega como exclusão. Enquanto empresas celebram algoritmos “inteligentes”, parte significativa da população envelhece diante de telas que não explicam, não acolhem e não esperam. A promessa de facilidade vira labirinto digital. POR CARLOS DE MELLO MARQUES Na saúde, a IA é vendida como revolução: exames analisados em segundos, monitoramento remoto, pr
5 de fev.


Os perigos dos suplementos alimentares: a indústria da pílula milagrosa
Eles prometem músculos rápidos, emagrecimento sem esforço, energia infinita e até “equilíbrio hormonal”. Vendidos em potes coloridos, com rótulos em inglês e fotos de corpos esculturais, os suplementos alimentares se tornaram o novo altar da fé moderna. A ciência? Um detalhe inconveniente. A vigilância sanitária? Um obstáculo burocrático. O consumidor? A vítima preferencial. No Brasil, o mercado de suplementos cresce como fermento em whey protein, impulsionado por influenciad
2 de fev.


Entre o Boleto e o Beach Club: o retrato agridoce da classe média e baixa carioca
Na cidade onde a paisagem é cartão-postal, mas a rotina é carnê parcelado, o comportamento social virou um misto de sobrevivência, espetáculo e negação coletiva. POR CARLOS DE MELLO MARQUES O Rio de Janeiro sempre vendeu ao mundo a imagem de leveza, mas basta descer do mirante para encontrar uma sociedade que ri alto para não chorar no débito automático. Entre a classe média espremida e a classe trabalhadora exausta, construiu-se um estilo de vida onde a aparência grita e a r
29 de jan.


Palácios de Mármore, Povo de Concreto: o abismo entre o Supremo e o cidadão comum
Enquanto ministros falam em defesa da Constituição, boa parte dos brasileiros só consegue enxergar um condomínio de luxo cercado de privilégios e distante da vida real. Por Carlos de Mello Marques Brasília é uma cidade feita de símbolos, mas poucos são tão simbólicos quanto o prédio do Supremo Tribunal Federal. Vidro, mármore, silêncio e ar-condicionado constante. Do lado de fora, o país ferve; do lado de dentro, a toga desliza em câmera lenta, como se o Brasil fosse um conce
27 de jan.


Entrevistas Marcantes - Slim Jim Phantom
Por Hugo Medeiros Comemoração boa é aquela que nunca termina! Nesse espírito, mais uma entrevista exclusiva pelos cem mil acessos, o lendário baterista Slim Jim Phantom. Ao lado de Brian Setzer e Lee Rocker, formou uma das maiores banda da história do rock, The Stray Cats. Como poucos, encarnou o rock'n'roll ainda no colégio e, desde então, viveu (e sobreviveu) nessa batida simples e nervosa do rockabilly. Ugo Medeiros - Você nasceu em Nova Iorque e desde cedo escutava jazz
27 de jan.


Muitos diplomas, pouca cidadania: o vazio da educação brasileira
POR CARLOS DE MELLO MARQUES Da alfabetização capenga às universidades cheias de jargões, o país coleciona certificados enquanto falha em formar gente capaz de entender o próprio voto. O Brasil construiu um sistema educacional que adora parecer moderno, mas morre de medo de ser profundo. Da educação básica à universidade, a sensação é de uma longa esteira de produção de diplomas onde o conteúdo vai sendo substituído por siglas, modismos pedagógicos e expressões importadas que
26 de jan.


Cachaça Classics Cocktails abre o ano com Chancela Internacional da IBA
Maior concurso de coquetelaria com cachaça do mundo reúne bartenders, nacionais e internacionais, no MUHCAB Após consolidar a sua trajetória no Brasil estreando, com sucesso, na Europa e recebendo a chancela da International Bartenders Association (IBA), o Cachaça Classics Cocktails — maior concurso de coquetelaria com cachaça do mundo — realiza a sua primeira edição carioca em 2026, no dia 27/01, a partir das 14h, no MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira),
24 de jan.


Entre o orgulho nacional e o sonho importado: a relação da classe média brasileira com a cultura americana
Padrões de consumo, referências culturais e símbolos de status revelam como o estilo de vida dos Estados Unidos ocupa lugar central no imaginário de parte da classe média no Brasil. POR CARLOS DE MELLO MARQUES A classe média brasileira costuma expressar orgulho do país em eventos esportivos, datas cívicas e debates políticos. No cotidiano, porém, muitos de seus hábitos de consumo e referências culturais apontam para outro polo de admiração: os Estados Unidos. Séries, músicas,
23 de jan.


Diplomas na parede, ignorância nas urnas
O Brasil se orgulha de números educacionais crescentes, mas continua tropeçando no básico da cidadania Por Carlos de Mello Marques Divulgação O Brasil nunca teve tantos diplomados. Nunca houve tantos cursos superiores, especializações e certificados circulando como símbolos de sucesso pessoal. Ainda assim, quando o assunto é política, o país segue refém da desinformação, do achismo e da repetição automática de slogans. O contraste é gritante: a escolaridade sobe, mas a consci
23 de jan.


As distorções convenientes de Toffoli no caso Banco Master
Por Carlos Marques Divulgação No caso Banco Master, Dias Toffoli volta a exercer um papel que já lhe é familiar: o de intérprete elástico da Constituição quando os investigados orbitam o poder político e financeiro. Sob o discurso técnico das garantias individuais, o ministro constrói decisões que, na prática, funcionam como escudos preventivos contra investigações incômodas. A narrativa é conhecida. Aponta-se supostos “abusos” de investigadores, invoca-se o devido processo l
22 de jan.
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